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Intimidade

30.12.2015 00:08 EST
Você ainda se lembra da tormenta?Das incertezas?De como a luz das nuvens pareciam atravessar nossos fios de cabelo?

  Agora percebemos que estamos acima de todas as árvores,na montanha mais alta...
Talvez esta seja a razão de estarmos tão molhados.
Mas ainda assim consigo ver nossas casas.
Estamos tão perto,mas nos sentimos tão livres...
Víamos as nuvens cegarem o sol,sentimos os chuviscos perderem a fragilidade,mas não podíamos voltar.

Corremos em busca de direções absentes por natureza...
Corremos nos guiando pelo relevo: quanto mais alto melhor.
Não importa se ainda estivesse perto de casa,desde que estivesse perto do céu.
Sem mochila para acampar,mas ainda sem previsão para voltar...

  Silêncio rompido.Não comentamos sobre ontém à noite,mas posso sentir o fluir de suas palavras como consequência...
Os céus ainda estão nublados esta manhã;
Seus cabelos não estão mais presos,e toda a situação promove um gesto tão banal a ícone.
Isto simboliza agora a queda dos últimos resquícios de formalidade possíveis....
A forma como chacoalha o cabelo,como ri quando me molha sem-querer...
Tudo soa como traços,um ritual do que está sendo evocado aqui,dentro de nós.

Um possível expectador perceberia isto por nosso olhar.
Ah,nosso olhar...Nos indicando mesmo que involuntário o quanto ainda não é o momento adequado.
Acrescentando folhas e mais folhas antes de acender o fogo.

Nos entreolhamos,o riso cessa por alguns instantes...
Um sorriso tímido anuncia uma nova estação de nossa intimidade.
Sinto o quão calorosa é sua feição agora.

É como se não me lembrasse da noite de ontém,mas ela acontecesse em um tempo paralelo.A cada palavra descontraída,a cada medida de aleatoriedade de todos estes chistes,a cada flor que você acaricia,aparentemente sem assunto,ou com todos os assuntos do mundo e sem saber por qual começar...
Eu sei,porque é o que sinto também.
Paralelo a nós,vejo a chuva exigindo de nossas vozes,vejo o quanto já era preciso gritar.
Vejo em nossos olhos uma determinação que quase condena todo o medo da chuva de ontém ao esquecimento.
"Quase",porque o medo era apenas mais um capricho,mais uma linha que torna nossa história real,acreditável.

Praguejando contra a simetria dos telhados das casas lá embaixo, acrescentando tudo que atrapalha nossa reflexão sobre a paisagem à despesa de todos eles...
Resmungando,desabafando...Dizem que isso envelhece...Mas aos poucos,sem perceber,nos sentimos enfim prontos para viver nossa juventude.

Me limito a te abraçar,sorrir e esvair esta memória por enquanto,para que o foco seja nossa manhã.


Nos abraçamos,desta vez no presente.Nos abraçamos encharcados,sem temor,sem pudores...
O suor,o cheiro,a textura...Agora nos conhecemos tão bem...
"Entrem para dentro,vocês podem adoecer aí fora!"-Suponho ouvir embaixo da montanha.
Doente é este mundo,tolos!
Doente é esse mundo tolo.
Por um instante não me sinto parte da vida lá embaixo...
Tão plana quanto a inspiração deles...
Você me faz querer subir aqui novamente,querer ter medo de cair,ser real...
Sinto que vou te ver lá embaixo também.


As horas passam...Hora de voltarmos para casa.E então,percebo que já estivemos aqui.Que talvez tenha relacionado a noite errada a esta coincidência tão peculiar.
Mas nada pode acontecer duas vezes,erros não podem ser cometidos duas vezes. Dessa vez você veio até mim,desta vez eu te beijo primeiro.Talvez não tenha sido por acaso desta vez...
1 Comments:
A gente muda as coisas ao nosso redor mudam, mas o amor continua o mesmo...<3 Te amo!


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