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:: Gado Humano :: ll=ll

:: Vocês Podem Não Acreditar, Mas Eles Existem :: ll=ll

Estudos ciêntificos ainda não comprovado, indicam que eles podem sim existir em um universo a mil anos luz do nosso. Preparem-se para o que vão ler agora.

Hugo Di Angelis era bancário e unfologista nas horas vagas. Fascinado desde menino por objetos voadores não-identificados e casos de contatos com extraterrestres. Fazia parte de um grupo chamado EXPREX - Equipe Executiva de Pesquisas e Estudos Exológicos.
Apesar do nome comprido, o grupo tinha só sete membros. Colecionavam fotos, vídeos, depoimentos gravados sob hipnose, dossiês enormes sobre avistamentos e contatos. Via internet, trocavam informações com pesquisadores de todo o planeta. Mas nenhum deles
jamais tivera a oportunidade de um contato pessoal, cara a cara, com qualquer ET. Os colegas de Hugo no banco achavam aquele hobby um tanto excêntrico: e ficavam casoando de sua cara com piadinhas:
- E aí, Hugão? Vamos bater um futebolzinho no sábado à tarde? Ou você vai dar uma volta de disco-voador?
- Tudo bem, Hugo? Como vão as coisas lá em Marte?
Ele nem respondia. Ainda mais se estivesse navegando na Internet, visitando sites sobre aparições de OVNIs e contatos com ETs. Certa manhã, leu na tela que a cidade de Horizonte Azul, nas montanhas de Minas Gerais, era um verdadeiro espaço porto de naves
alienígenas. Uma manchete do jornal local anunciava uma temporada permanente de avistamentos:

"ENXAME DE DISCOS - VOADORES NA NOITE DE HORIZONTES AZUL"

A cidade inteira tinha testemunhado o evento: uma nave-mãe desovando dezenas de naves menores. Um balé de objetos luminosos no céu noturno. Hugo ficou tão agitado que nem examinou as outras notícias do site ao qual estava olhando. Ligou imediatamente para
cada um de seus colegas do EXPEX.
- Já soube dos casos de Horizonte Azul? Vale a pena dar um pulo lá nesse fim de semana. Não podemos perder essa chance!
Quando encerrou as ligações, seu telefone tocou. Era a noiva, Celina Luz, que trabalhava no Departamento de Tecnologia de Automação.
- Oi, Guinho! Acabo de ver no jornal que vai estrear um filme novo sobre extraterrestres: Contato, com a Jordie Foster. Vamos ver no sábado?
- Não posso, meu anjo. Já tenho um compromisso com o pessoal do EXPEX.
Na sexta-feira à tarde, o pessoal do EXPEX viajou para Horizonte Azul. Puxando a caravana, o jipe do coronel reformado Napoleão Tourinho, levando a bordo o alfaiate Feliciano Naves, fundador e presidente do EXPEX. Colado nele, o carro do psicólogo Otto
Gutman, acompanhado pela namorada, a fisioterapeuta e professora de yoga Flora Prado. No banco de trás, de carona, cochilava o paranormal Edgar Corvino. Fechando a fila, o Fiat de Hugo Di Angelis, com Celina a seu lado. A moça tinha resolvido acompanhar a
investigação do EXPEX. Afinal, a simples possibilidade de ver um OVNI ao vivo era muito mais excitante do que ver no cinema.
- Será que vai aparecer algum disco-voador, Guinho?
- Tomara, meu anjo. É uma visão inesquecível. Vai mudar a sua vida.
Chegaram a Horizonte Azul pouco depois das dez da noite, e seguiram direto para a Pousada Vista Verde, no alto da montanha, onde o coronel Tourinho tinha reservado chalés para todos. Depois de descarregar as bagagens, reuniram-se no mirante sobre o vale.
Com seus binóculos, investigaram o céu polvilhado de estrelas. Sempre alerta, Hugo portava sua câmera de video a tiracolo.
- Estou com um pressentimento - declarou Flora Prado.
- Vai acontecer alguma coisa - confirmou o paranormal Edgar Corvinho.
- Ai, fiquei arrepiada! - Celina riu, nervosa.
- É preciso ter muito cuidado - disse o coronel Tourinho. - Nem todo extraterrestre que nos visita pertence obrigatoriamente a uma civilização superior. Muitos podem não ser amigáveis, humanitários, solidários.
- Como assim? - Celina perguntou.
Tourinho explicou que havia também exploradores galáticos, que capturavam, recolhiam ou simplesmente destruíam formas de vida. Como nós, sabiam ser indiferentes, violentos, cruéis.
- Animais siderais com tecnologia avançada - resumiu Feliciano Naves.
Otto Gutman citou o caso de animais encontrados mortos, abertos ao meio.
- São incisões para extrair órgãos: olhos, línguas, coração, fígado, rins, pulmões. De bois, vacas, ovelhas, cabritos, porcos, cavalos. Acontece no mundo inteiro.
- Órgãos retirados com perfeita técnica cirúrgica! - acrescentou o Coronel.
- Esses predadores poderiam nos tratar com a mesma frieza - disse Edgar Corvinho. - Como um gado humano. Sem a menor compaixão. Ou apenas nos observariam, do mesmo modo como fazemos com um rinoceronte no zoológico: sem nenhuma tentativa de comunicação.
Celina ficou chocada. Aquilo não parecia nada com o ET bonzinho de Steven Spielberg. Hugo abraçou a noiva:
- Infelismente é verdade, meu bem. Há centenas de casos documentados.
Flora Prado apontou a cidade lá embaixo, apagada no vale:
- Olha só. Todo mundo dormindo... Será que disco-voador virou "carne de vaca" pro povo daqui?
- Gente simplória, sem curiosidade científica - Otto Gutman falou.
- Não medita nos mistérios do universo... Nem se interessa em saber se temos companheiros e irmãos pelo cosmos - filosofou Feliciano Naves.
Fazia um frio cortante. O gerente da pousada veio trazer garrafas térmicas com café novinho. A madrugada avançou. Deu quatro horas da manhã e nada de um OVNI abrilhantar a noite com sua presença.
Celina abafou um bocejo com a mão:
- Gente será que essa história de OVNI não é só para atrair turista?
Feliciano Naves também suspirou de cansaço:
- Parece que por hora estamos sem sorte. Acho melhor a gente ir dormir. Fazemos vigília amanhã. A menos que um de vocês queira ficar mais um pouco.
Hugo prontificou-se, mas Celina protestou:
- Aí, Guinho, meu nariz tá congelado! Vamos dormir.
Hugo acordou sentindo muito frio. Celina não estava em sua cama. A porta do quarto estava aberta. Pensou que estava sonhando quando viu aquilo: uma bola de luz penetrou pela porta, e flutuou até ele. A esfera deteve-se acima de seu rosto, emitindo uma
luz dourada. Hugo fechou os olhos. A luminosidade intensa trespassava suas pálpebras. Tentou chamar Celina, mas sua voz ficou presa na garganta. A bola de luz deslizou para seu peito, sempre vibrando. Hugo sentiu uma força poderosa erguê-lo da cama, puxá-
lo para fora dos cobertores pesados. Em um instante virou-se suspenso no ar: seus pés não tocavam o assoalho. O grande espelho vertical no canto do quarto refletia aquele pesadelo. Estava acontecendo de fato. A esfera parecia ter um objetivo: arrastá-lo
para fora do chalé! Sentiu-se fisgado como um peixe no anzol. Um arrepio de revolta percorreu sua espinha. Não ia entregar-se sem luta. Apanhou um cobertor, atirou-o sobre a esfera e refugiou-se atrás do espelho, um velho chapeleiro com seu sólido encaixe
de madeira. Pelo reflexo na vidraça da janela, viu o cobertor incendiar-se no ar, desintegrar-se numa chuva de cinzas negras. Paralisado de pavor, ficou vendo, na vidraça, a esfera oscilar à frente do espelho, zumbindo como besouro do inferno. Fechou os
olhos e esperou pelo pior, rezando para seu anjo-da-guarda. Uma eternidade depois, o zumbido silenciou, o brilho se apagou. Abriu os olhos na penumbra, conferiu na vidraça: a esfera havia desaparecido. Tinha "desistido" de capturá-lo? Tinha sido "iludida"
pelo espelho? Incapaz de pensar, só pôde sentir alívio. Mas onde estava Celina? Na ponta dos pés, foi espias pela fresta da porta. E o que viu, na luz cinzenta do dia que clareava, fez todos os seus ossos tremerem. Seus amigos caminhavam para a estrada em
fila indiana, tangidos por meia-dúzia de esferas luminosas. Como um gado humano! Tourinho, Naves, Edgar, Flora, Otto, o gerente da pousada e Celina em seu agasalho esportivo lilás! Descalço, de pijama, Hugo agarrou a câmera de vídeo e correu atrás deles.
- Celina! - gritou, desesperado.
Ela nem voltou a cabeça. Sonâmbula. Chamou pelos outros. Zumbis! O que podia fazer? Ligou a câmera e acompanhou o grupo devagar, a distância. Tocados pelas esferas, os membros da EXPEX chegaram à estrada, desceram por uma vereda rumo a um pasto. Pairando
no alto, estava o OVNI: enorme, fulgurante, pulsando luzes vermelhas, azuis, amarelas. Parecia a cúpula de um cogumelo, vista por baixo. Seus colegas agruparam-se debaixo da nave. As esferas de luz elevaram-se velozmente para a nave-mãe, que ejetou um
cone de luz branca sobre os humanos. O jato de luz foi rapidamente reabsorvido - e eles não estavam mais lá! Hugo acabava de testemunhar a abdução de seus amigos por um OVNI. Mas a câmera tinha parado de funcionar.
- Celinaaa!
A nave começou a vibrar, um vento violento varreu o campo. Hugo sentiu-se arremessado contra o solo. O OVNI projetou-se para o alto, flechou para leste e desapareceu no céu. Galos cantavam nos arredores, um cão gania aflitivamente lá embaixo, no campo.
Hugo desceu a vereda, a câmera ligada. Sacudido por soluços, gravou as imagens aterradoras no pasto úmido de orvalho. Bois, vacas, bezerros, ovelhas, cabritos e cavalos destripados! Os exploradores siderais tinham feito uma farta coleta de órgãos. Olhou
na direção em que o OVNI desaparecera, pensando com horror no destino de seus amigos. O que aconteceria com Celina, a milhões de anos-luz da Terra? Cobaia humana de experiências brutais? Ou exibida como animal exótico em algum zooexológico de outra
galáxia? Os membros do EXPEX finalmente haviam feito contato ...


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